quarta-feira, 6 de abril de 2016

 A LITERATURA E AS NOVAS TECNOLOGIAS  



Com base nas nossas primeiras informações, verifiquei que a  literatura de cordel é uma poesia popular, um movimento importante e bem peculiar, este movimento é muito forte no nordeste do Brasil, os cordéis foram trazidos pelos portugueses. Em Portugal, os Cordéis eram vendidos em “folhas soltas”, e só no final do século XIX começou a se comercializar em forma de folhetos impressos como conhecemos atualmente.



Na literatura de cordel podemos encontrar características das cantigas trovadorescas, as principais são encontradas no inicio do movimento literário, já que, assim como as cantigas da época medieval, eram feitas oralmente, os *cordéis eram curtos e com muitas rimas, os próprios autores, ou terceiros que escreviam os cordéis, os recitavam em praças com o acompanhamento de violas.  Alguns textos de Gil Vicente foram publicados sob a forma de folhetos de cordel, na mudança da Idade Media para o Renascimento.






* Os cordéis eram curtos e com muitas rimas, os próprios autores, ou terceiros que escreviam os cordéis, os recitavam em praças com o acompanhamento de violas. 

segunda-feira, 21 de março de 2016

A literatura e as novas tecnologias

Como a literatura circula entre as mídia sociais?

Introdução

Assim como a música, pintura e a dança, a Literatura é um instrumento de comunicação, pois transmite os conhecimentos e a cultura de uma comunidade, através dos tempos. O texto literário nos permite identificar as marcas do momento em que foi escrito, e nos ajudam a compreender sobre nós mesmos; as mudança do comportamento do homem ao longo dos séculos. Sua função é de valorização social, cultural, pessoal e ética, assim podemos conhecer o passado no presente. A literatura assim como tudo o que conhecemos se transformou durante os séculos, mais tudo o que se produz hoje tem um traço de obras que foram produzidas anteriormente.
Para compreendermos melhor a literaturaprecisaríamos estudar suas formas e as épocas em que foram manifestadas, em especial falaremos da primeira manifestação da Literatura Portuguesa, o trovadorismo. Este estilo teve inicio durante a idade Média, onde todo o sistema econômico, político e social era voltado para agricultura de subsistência, o poder era concentrado nas mãos dos senhores feudais, que possuíam uma grande extensão de terras, eles cediam porção de suas terras e proteção à população em troca de serviços praticamente escravos, criando assim um sentido de dependência desses trabalhadores. Os senhores feudais tinham aliança com a igreja, e assim a ideologia dominante fundamentava-se  na concepção de que Deus era o centro do universo, e pregava-se que a renuncia de bens materiais e dos prazeres era essencial para a salvação da alma, assim a vassalagem aceitava de bom grado seu papel de servo. Neste período também era de domínio da igreja a cultura letrada, e ela era responsável pela educação que, por sua vez era limitada aos apadrinhados pela igreja e aos nobres, o restante da população era analfabeta, Portugal estava se estruturando tanto na língua quanto como nação, e ainda não tinha como língua o Português como conhecemos. A partir do século XII o trovadorismo teve sua expansão em Portugal, época que o país conquistou sua independência política, um período fortemente caracterizado pela reativação do comercio, e crescimento econômico, e por consequência renovando a cultura.
As produções literárias do Trovadorismo são chamadas cantigas trovadorescas, suas características são composições poéticas cantadas e acompanhadas por instrumentos musicais como viola, lira, harpa, flauta, alaúdes e pandeiro. Estas composições eram feitas pelos chamados Trovadores, cada trovador possuía uma função que os davam status, entre eles; trovadores, poetas das cortes feudais que compunham sem nenhuma remuneração; Jograis, segréis ou menestréis de condição social inferior, que iam de um lugar para o outro, para entreter a nobreza e cobravam em troca  de seus serviços soldadeira ou jogralesca, moça que dançava, tocava castanhola ou pandeiro, e cantava.

Os trovadores de maior destaque na lírica galego-portuguesa são: Dom Duarte, Dom Dinis, Paio Soares de Taveirós, João Garcia de Guilhade, Aires Nunes e Meendinho. A poesia trovadoresca era dividida em dois gêneros: lírico e satírico. O gênero lírico se subdivide em duas categorias as cantigas de amigo, e as cantigas de amor.
Cantigas de amor: o trovador assume um eu-lírico masculino e se dirige à mulher amada como uma figura idealizada e distante. Ele se coloca na posição de fiel vassalo, a serviço de sua senhora - a dama da corte -, fazendo desse amor um objeto de sonho distante e impossível.
Cantigas de amigo: têm origem popular, eu-lírico feminino e marcas evidentes da literatura oral (reiterações, paralelismo, refrão e estribilho). Esses recursos, típicos dos textos orais, facilitam a memorização e execução das cantigas.
O gênero satírico também se divide em duas categorias as cantigas de escárnio e as cantigas de maldizer.
 Cantiga de escárnio: são composições em que se critica alguém através da zombaria do sarcasmo. Trazem sátiras indiretas por encobrir a agressividade através do equívoco e da ambiguidade.
Cantigas de maldizer: apresentam sátira direta, contundente e clara. Muitas vezes, há trechos de baixo calão e a pessoa alvo da cantiga é citada nominalmente.
Exemplo de uma cantiga trovadoresca:


Verificamos que as características do trovadorismo aparecem em literaturas subsequentes, como a Literatura de Cordel, que começou na forma de cantigas trovadorescas como as dos trovadores medievais, derivado da tradição oral, da fala comum das pessoas, e também das histórias contadas por elas, e não como fixadas no papel, com o tempo, tais artistas começaram a registrar suas falas em folhas soltas, conhecidas em Portugal como "volantes", presas em torno do corpo em barbantes para que as recitassem e, ao mesmo tempo, garantissem as mãos livres para os movimentos, depois ganharam forma impressa em livretos de oito, 16 ou 32 páginas, hoje o cordel pode ser encontrado, sobretudo no Nordeste, em feiras de grandes capitais (como a de São Cristóvão, no Rio de Janeiro) e em lojas especializadas em produtos nordestinos. Atualmente, o papel dos trovadores, menestréis e jograis foi assumido por cantores e grupos musicais que fazem uso do verso e da melodia para levar seu discurso ao público.

   Atualmente, existem várias formas de nos expressarmos através da arte, para isso podemos usar o teatro, a música, os jornais, os livros, as redes sociais, nessa pesquisa investigaremos se as características do trovadorismo da literatura portuguesa são encontrados em outras manifestações literárias, e artísticas, através dos tempos e até os dias de hoje.
    

OBJETIVOS 

Verificar as características do trovadorismo em diferentes tempos e manifestações artísticas.
Verificar como a literatura é vinculada as novas tecnologias e redes sociais, e com o uso estas tecnologias atingir o maior numero de pessoas.
Contribuir para que a literatura seja propagada aos jovens, aguçando sua curiosidade em relação à literatura.

JUSTIFICATIVA
A pesquisa nos ajudará a entender que a literatura, não é apenas uma matéria que as pessoas são obrigadas a prender, um texto, ou uma historia chata, vamos descobrir que a literatura é a arte da palavra, é um instrumento de comunicação e de interação social, ela cumpre o papel de transmitir os conhecimentos e a cultura de uma comunidade, para as gerações seguintes inspirando as novas manifestações.

METODOLOGIA
Para realizar nossa pesquisa utilizaremos o livro de Masaud Moises; sites que falem sobre o movimento trovadorismo; blogs e etc.

BIBLIOGRAFIA
Moises. Massaud. A literatura Portuguesa .Ed. 23 SP Cultrix 
http://www.todamateria.com.br/trovadorismo/ 
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/trovadorismo-literatura-portuguesa-caracteristicas-principais-dicas-questoes-comentadas-598921.shtml http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/trovadorismo.htm 
http://literatura.uol.com.br/literatura/figuras-linguagem/54/artigo314935-1.asp
http://tracostrovadorescosatuais.blogspot.com.br/
http://portugues.uol.com.br/literatura/trovadorismo.html
http://www.estudopratico.com.br/literatura-de-cordel/
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Embolada

Janete Pereira, Mariana Gouveia, Rosana Oliveira.

domingo, 29 de novembro de 2015

Capítulo: Infelicidade Byroniana

Russell, Bertrand. A conquista da felicidade.


Proposta de atividade vinculada à disciplina Semântica e Pragmática, realizada em 2/2015, pela aluna Débora Vieira Reinaldo, com orientação da Profª. Deborah Gomes de Paula e sob a direção da Profª. Joana Ormundo do curso de Letras- Campus Vergueiro da Universidade Paulista Unip São Paulo.

02/11 - A infelicidade e a felicidade caminham de mãos dadas
A infelicidade é uma forma de felicidade e satisfação para muitas pessoas. Procurar entender/compreender demasiadamente é luxo e traz infelicidade ao indivíduo, pois ao saber demais, terá conclusões ou respostas não muito satisfatórias e alegres, mas que de alguma forma, traz orgulho a pessoa que tanto procurou e se empenhou. E cada dor ou “sofrência”, traz compensação e aprendizado. E realmente, a busca pela infelicidade é muito comum. Um exemplo disso é um relacionamento que acabou, e a pessoa sente a necessidade de se martirizar, pesquisando sobre a vida do outro, para saber o que a pessoa anda fazendo da vida, com que está saindo, e principalmente, saber se esta com outra pessoa. E mesmo sabendo que essa ultima opção pode se concretizar, ainda sim, ela vai à busca, para sentir-se infeliz e logo após colocar defeitos naquela pessoa, sentindo o prazer da infelicidade, sentindo a felicidade que vem da infelicidade. Provando que a infelicidade e a felicidade estão ali, lado a lado.

03/11 -  Não existem obstáculos
Quando algo está ruim, precisamos procurar algo que nos faça feliz e o autor quis passar justamente isso quando diz que a felicidade e a infelicidade dependem das circunstâncias, e que, se algo mostra-se infeliz, a pessoa deve procurar algo que a faça feliz, para substituir a dor pela alegria e provando que não existem obstáculos para a alegria ser alcançada, basta a simples substituição. Mas se o sofrimento for colocado a frende da alegria, ahhh meu amigo, você estará procurando pelo em ovo, pois esse sofrimento é desnecessário e se ele vem a frente de tudo, na verdade nem você mesmo se reconhece, você precisa colocar a alegria até mesmo no sofrimento, por que alias, a maldade e a tristeza estão em todos os lugares.

04/11 - O luxo do saber
O saber demais é uma vaidade, vaidade que traz infelicidade, e alias tudo na vida é vaidade. O autor de Eclesiastes, diz que a sabedoria o machucava, e que mesmo que ele tentasse, não conseguia se livrar dela e perguntou a si mesmo qual a necessidade dessa sabedoria toda, mas assim percebeu que mais uma vez isso era uma vaidade.
E na realidade, o ser humano só percebe a vaidade quando algo vem fácil, quando se tem além do necessário, ou quando é lhe dado sem dificuldades e esforços, e quando isso ocorre, não existe felicidade.

05/11 - Compartilhamento da vida
Nada é permanente, tudo está em completo movimento e nunca se torna para sempre. Uma pessoa trabalha e trabalha, para no final morrer, e deixar tudo o que conseguiu para seus filhos, e repete-se o processo. No final de sua vida quem irá aproveitar do fruto de seu trabalho serão seus filhos e não você, é algo um tanto sem propósito se pararmos para analisar apenas por esse lado, mas nem tudo é como parece ser, porque cada um tem sua época, cada um foi herdeiro um dia e desfrutou dos prazeres do outro, para assim, poder dar prazer ao próximo e se esse prazer fosse eterno não teria a mesma graça, a alegria perderia sua essência, pois a mesma alegria todos os dias, traria infelicidade, por isso o melhor é deixar essa alegria pronta para seu herdeiro desfruta-la. Uma hora o que era bom pra você, passa a não ter mais graça, e você tem que estar pronto para partir e deixar que isso se torne novo para o outro.

06/11 – Reticências...
Em uma declaração, Krutch diz “Quanto a esta desgraçada época atual, acossada por fantasmas de um mundo morto e que não se sente à vontade consigo mesma, seu problema não é muito diferente do problema de um adolescente que ainda não aprendeu a orientar-se sem recorrer a mitologia em cujo meio se passou a infância”, o texto afirma que a declaração é correta e que é cabível a alguns intelectuais que não sabem nada sobre o mundo moderno e que prefere a segurança de coisas infantis à incerteza da ciência, que pode não ter uma resposta concreta e deixar “aos ares”. Krutch se revolta pelos outros filósofos terem medo de ir além, pois esse saber e esse conhecimento, para ele é necessário e assim como para Darwin e Huxley, a ciência não lhe deu algo que ele esperava, deixou algo no ar. Mas o autor diz que é um erro tremendo pensar que a ciência não lhes deu o que ele queria, e é um erro comum para alguém que tem mais dinheiro, pois Krutch era americano e os americanos naquela época recebiam um salário maior, portanto esse luxo de pensar assim da ciência era mais porque ele tinha uma renda mais alta e que pensar da forma dele é ser pessimista. Não compreendi o que a primeira Guerra tem a ver com o fato da ciência, mas acredito que possa ser um possível causador do pensamento de Krutch e que acabou o deixando impregnado na maioria das pessoas e Roger Bacon critica isso, critica a sociedade atual, critica também o modo de viver, a ganância, a cobiça, e o autor acredita que o pensamento de Bacon seja tudo por causa da Guerra, da pobreza e da violência, que moldou sua mente para pensar dessa forma. Bacon diz que a vida dos pagãos era muito melhor do que a da sociedade do presente, afirmando que eram muito mais civilizados e com vidas muito melhores que as nossas. Se for parado para analisar até onde o autor diz que o pensamento de Bacon provém das Guerras, podemos discordar, porque a Guerra não é o único causador dessa postura, mas depois a opinião se dissolve se lembrarmos de que os pagãos viviam com o campo, com a natureza, uma sociedade não capitalista, com muito menos problemas.

07/11 - O amor
Krutch e os autores vitorianos descrevem o amor comparando-o com Deus, mostrando que devemos dar a vida pelo amor, e fazer todos os sacrifícios possíveis, devemos tratar como a coisa mais importante do mundo, e que a pessoa amada deve ser elogiada e receber méritos, mesmo que esse mérito não tenha sido conseguido por si próprio, a admiração tinha que ser muito grande e toda aquela a melancolia possível. E porque o amor era tão importante, surgiu o tabu do sexo, que dizia-se que era mau e faziam todo “auê” para enfatizar isto. Mas a fome de sexo nessa época era gigantesca, e acho que até por causa disso que eles sentiam a necessidade de enfatizar tanto que isso fazia mal. E por fazer mal, o sexo teve uma importância tão grande quanto tem (ou tinha) hoje em dia, de que não devemos fazer com qualquer pessoa. O amor que os autores diziam e esperavam que fossem correspondidos, é um tanto quanto cínico, como no texto mesmo diz, pois é algo bastante mentiroso, e digamos que bem peculiar. O amor dos tempos atuais é muito mais real, e não tem esse padrão todo de melancolia, e tem muito mais essência, do que o da época vitoriana. Concordo plenamente quando o texto diz que o amor é essencial para superar varias barreiras, como a do ego, pois você deixa de olha apenas para si e passa olhar a outra pessoa com o amor que você se admirava, e sua visão do mundo muda completamente, tudo se amplia e você para de viver dentro de uma caixinha.

09/11 - Nada melhor que uma companhia
O autor discorda dos Estoicos e dos primeiros cristãos de que você consegue atingir a felicidade suprema e tudo o que você quiser sozinho, sem outra pessoa ao seu lado para ajudar, que sozinho você pode alcançar os prazeres maiores da vida. Ele acredita que todos precisam da cooperação de outra pessoa, e principalmente, precisamos da cooperação do amor. Concordo que em alguns aspectos, em algumas ocasiões, o melhor é estar sozinho, mas para construir as coisas mais importantes da vida, no momento de sua conquista, o melhor é ter alguém ao seu lado, que te ame, te ajude e que tenha cooperado para que tudo tenha se concretizado tão bem.

10/11 - Divina tragédia
A tragédia e os problemas não podem ser tratados igualmente em todos os casos. Cada caso é um caso e não deve ser comparado, pois não terá o mesmo efeito. Na época de Shakespeare, a morte individual era considerada trágica, diferentemente de hoje em dia, que é tratada como um processo natural, ou algo banal, e só é considerado trágico, quando alguém importante ou um grupo grande morre, é necessário que seja assim para chamar atenção e ser considerado trágico. E realmente, se pararmos para analisar a sociedade de hoje em dia, é exatamente assim que acontece. Um grande exemplo é um indigente, se morrer, ninguém se comove, nem acha trágico, porque simplesmente não tinha um papel importante na sociedade, onde todos o conheciam. Mas se parar para se comover com todas as mortes, precisaríamos estar extremamente preparados, e realmente ter visão ampla da sociedade, para saber que ninguém se importa. E assim é para os escritores de tragédias, como foi Krutch, que escreveu muito desespero e emoção. Para tudo isso é preciso ter contato com a comunidade, para compreender a felicidade plena e a tristeza profunda, que é a tragédia.