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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Aquisição da Linguagem

Anteriormente falamos na importância da língua para os indivíduos que convive em sociedade. Sem a linguagem não haveria a comunicação, nem o contato social. Mas, como se adquire essa linguagem? Em seguida você verá teorias e estudos sobre o processo de aquisição da linguagem.
Ao observar uma criança, pode-se notar num período relativamente curto, que ela já estará apta a fazer uso de sua língua materna. Teorias apontam que existem fases de aprendizados dessa língua, e que fatores externos têm um papel importante para que isso ocorra. Teorias como a empírica e a inatista explicam e mostram pontos diferentes e fundamentais para explicar esse fato.
Segundo a teoria empírica, o fator do externo é muito forte, o aprendizado se da através das experiências, ela privilegia o contato com o meio em que o individuo esta inserido. E defende que o individuo aprende por meio de estímulo, resposta, e reforço.
A teoria inatista também aceita que o fator externo é muito forte, mas defende que desde o nascimento nosso cérebro é pré-programado, com uma gramática universal, e que as experiências externas ativariam este conhecimento inato, para CHOMSKY um dos defensores inatistas, essa gramática inata seria a competência de linguagem, que aliada a aprendizados da língua usual de cada sociedade, fará com que o individuo consiga desempenhar facilmente em pouco tempo sua língua.
As teorias sobre a aquisição são diversas, com muitos estudos e especulações para compreender como ocorre essa aquisição.
Raquel Santos (FIORIN) mostra em um dos diversos estudos, o estudo da estrutura silábica na língua portuguesa, onde observou em três fases diferentes: 1- Como se daria o processo de aquisição da linguagem; 2- A forma as sílabas eram utilizadas; 3- O que se aprenderia a falar primeiro.
Na primeira fase, a criança só conseguia produzir o modelo CV (consoante, vogal), que seria a constituição básica das silabas em português, então qualquer palavra com encontro entre duas vogais (VV) ou consoantes (CC), seria automaticamente adaptada pela criança ao modelo citado.
Exemplo:
A palavra “Coelho” (CV-V-CCV) seria dita pela criança nesta fase inicial como “Colelo” (CV-CV-CV), adotando assim o modelo de CV. E somente a partir da segunda fase a criança seria capaz de produzir palavras no modelo CVC e CVV, silabas consideradas mais pesadas.
A partir desse estudo, chegamos a conclusão de que a estrutura CV, é uma estrutura simples e básica para um falante de português, é como inicia-se as primeiras palavras de uma criança, é a primeira fase de aquisição da linguagem. Mas, se para nós inicia-se assim, como se daria a primeira fase para uma criança, cuja lingua “mãe” fosse o inglês? Que utilizam em suas estruturas muitas palavras com encontros considerados para o falante de português, mais complexos, como CCV. Como ocorre a pronuncia da língua inglesa por suas crianças em processo de aquisição da linguagem?

Proposta de pesquisa
Gravar crianças americanas de 0 a 5 anos, pronunciando suas primeiras palavras, determinando em fases, como se dão as estruturas formadas, e comparar esse estudo com crianças na mesma fase de aprendizado, porém na língua portuguesa, para assim verificar se na primeira fase as crianças também teriam tendência à estrutura CV (Consoante, Vogal), ou por ter um maior contato com outras estruturas, teria mais facilidade de aprendizagem, no que para um falante de português seria complexo.




Referência Bibliográfica:

[SANTOS, R. "A aquisição da linguagem" In: Fiorin, J. L Introdução à Linguística: I. Objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2011.]

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Significado e Significante-Segundo Saussure

A fala sempre teve um papel importante em todas as sociedades, pois antes mesmo de saber escrever ou conjugar verbos, o individuo já possui essa capacidade. Com base nesse fato, cada pessoa individualmente pode determinar seu modo de fala, mas essa fala sempre estará baseada na língua materna daquela sociedade em que o indivíduo vive, ela surge através de pessoas do nosso convívio social, e com ela surgem costumes em nossa cultura, que nos ajuda a construir nosso modo de ser e de ver. Cada língua é determinada em uma espécie de acordo entre a sociedade, sendo assim, nenhuma pessoa, individualmente, pode modifica-la.
      Cada língua é um tipo especial de linguagem (artes, símbolos de transito, gestos e qualquer tipo de comunicação consideram-se como linguagem), e ela trabalha com um tipo especial de signo, denominado signo linguístico. Para SAUSSURE o signo linguístico tem duas dimensões, a dimensão do SIGNIFICANTE e a dimensão do SIGNIFICADO. A dimensão do significante refere-se à forma da palavra escrita e à imagem acústica, já a dimensão de significado refere-se ao conceito da palavra.
      Para sintetizar essa relação, temos o significante “VACA”, em primeira vista ocorre elemento acústico em nossa mente ou em nossos ouvidos se pronunciarmos em voz alta, juntamente com a forma escrita da palavra; já o significado, dependeria da associação que o individuo faz entre o significante e ao objeto no mundo, poderia ser entendida como “A FÊMEA DO BOI”. Se formos um pouco além nessa relação, podemos encontrar palavras com significados inteiramente iguais, mas com significantes totalmente opostos. Vejamos que em outras culturas, como a Inglesa, neste mesmo caso, mantendo o significado, já não teríamos o mesmo significante:

O significante seria “COW”, enquanto o significado continuaria a ser “A FÊMEA DO BOI”.

Seguindo a visão de SAUSSURE, o signo linguístico difere-se de cultura para cultura, mas mantendo bastante semelhança de sonoridade em diversas palavras, podendo ou não, manter a mesma relação de significado. Com base nas culturas que utiliza a língua inglesa (Americano) e portuguesa (Brasileiro) podemos observar essas semelhanças, e fazer associações de uma língua com a outra, podendo assim, observar que nem tudo é o que parece ser.

SIGNIFICANTE INGLÊS
CAR
CAFETERIA
SIGNIFICANTE PORTUGUÊS (semelhante/idêntico)

CARRO

CAFETERIA


SIGNIFICADO
Ambos possuem o mesmo significado= “Veículo de rodas para locomoção de pessoas ou cargas”.
Em inglês seria refeitório, bandejão, cantina em português seria local público especializado em servir cafés.


Nesta linha, nosso objeto de estudo são os falsos cognatos, palavras que em Inglês tem os significantes muito semelhantes a palavras em português, dando ao receptor a impressão de conhecer seu significado, quando na verdade os significados, na maioria de suas vezes, nem se relacionam.

SIGNIFICANTE INGLÊS
AVOCADO
ALMS
PARENT
MAYOR

SIGNIFICANTE PORTUGUÊS (semelhante)


ADVOGADO


ALMA


PARENTE


MAIOR




SIGNIFICADO
Em inglês seria abacate Em português seria profissional graduado em Direito; órgão auxiliar da Justiça.
Em inglês seria esmolaEm português seria o espírito presente no corpo.
Em inglês seria pais (mãe e pai) Em português seria pessoa ligada à outra por laços sanguíneos.
Em inglês seria prefeito Em português seria um adjetivo.

Por fim, observamos a importância em estudar a identificação dos significados e significantes entre português e inglês, e até mesmo outras línguas, para assim compreender que nem tudo o que se vê, é de fato aquilo que se pensa, nos mostrando que os falsos cognatos estão sempre presentes, e que esse tipo de análise auxilia pessoas em fase inicial de aprendizagem de outra língua.
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Com base nas explicações, encontre no jornal New York Times, e em letras de músicas dos Beatles, falsos cognatos, listando-os e comparando o significante em inglês com o semelhante em português, e apontando seus significados, para assim verificar a relação entre eles.



Referência Bibliográfica:

[FIORIN, J.L “Teoria dos Signos” In: Fiorin, J. L Introdução à Linguística: Introdução à Linguística: I. Objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2011.]