Anteriormente falamos na
importância da língua para os indivíduos que convive em sociedade. Sem a
linguagem não haveria a comunicação, nem o contato social. Mas, como se adquire
essa linguagem? Em seguida você
verá teorias e estudos sobre o processo de aquisição da linguagem.
Ao observar uma criança, pode-se notar num período relativamente curto, que
ela já estará apta a fazer uso de sua língua materna. Teorias apontam que
existem fases de aprendizados dessa língua, e que fatores externos têm um papel
importante para que isso ocorra. Teorias como a empírica e a inatista explicam
e mostram pontos diferentes e fundamentais para explicar esse fato.
Segundo a teoria empírica, o fator do externo é muito forte, o
aprendizado se da através das experiências, ela privilegia o contato com o meio
em que o individuo esta inserido. E defende que o individuo aprende por meio de
estímulo, resposta, e reforço.
A teoria inatista também aceita que o fator externo é muito forte, mas
defende que desde o nascimento nosso cérebro é pré-programado, com uma
gramática universal, e que as experiências externas ativariam este conhecimento
inato, para CHOMSKY um dos defensores inatistas, essa gramática inata seria a
competência de linguagem, que aliada a aprendizados da língua usual de cada
sociedade, fará com que o individuo consiga desempenhar facilmente em pouco
tempo sua língua.
As teorias sobre a aquisição são diversas, com muitos estudos e
especulações para compreender como ocorre essa aquisição.
Raquel Santos (FIORIN) mostra em um dos
diversos estudos, o estudo da estrutura silábica na língua portuguesa, onde
observou em três fases diferentes: 1- Como se daria o processo de aquisição da
linguagem; 2- A forma as sílabas eram utilizadas; 3- O que se aprenderia a
falar primeiro.
Na primeira fase, a criança só
conseguia produzir o modelo CV (consoante, vogal), que seria a constituição
básica das silabas em português, então qualquer palavra com encontro entre duas
vogais (VV) ou consoantes (CC), seria automaticamente adaptada pela criança ao
modelo citado.
Exemplo:
A palavra “Coelho” (CV-V-CCV) seria
dita pela criança nesta fase inicial como “Colelo” (CV-CV-CV), adotando assim o
modelo de CV. E somente a partir da segunda fase a criança seria capaz de
produzir palavras no modelo CVC e CVV, silabas consideradas mais pesadas.
A partir desse estudo, chegamos a
conclusão de que a estrutura CV, é uma estrutura simples e básica para um
falante de português, é como inicia-se as primeiras palavras de uma criança, é
a primeira fase de aquisição da linguagem. Mas, se para nós inicia-se assim,
como se daria a primeira fase para uma criança, cuja lingua “mãe” fosse o
inglês? Que utilizam em suas estruturas muitas palavras com encontros
considerados para o falante de português, mais complexos, como CCV. Como ocorre
a pronuncia da língua inglesa por suas crianças em processo de aquisição da
linguagem?
Proposta de pesquisa
Gravar crianças americanas
de 0 a 5 anos, pronunciando suas primeiras palavras, determinando em fases,
como se dão as estruturas formadas, e comparar esse estudo com crianças na
mesma fase de aprendizado, porém na língua portuguesa, para assim verificar se
na primeira fase as crianças também teriam tendência à estrutura CV (Consoante,
Vogal), ou por ter um maior contato com outras estruturas, teria mais facilidade
de aprendizagem, no que para um falante de português seria complexo.
Referência Bibliográfica:
[SANTOS, R. "A aquisição da linguagem" In: Fiorin, J. L Introdução à Linguística: I. Objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2011.]
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